Ao fazer a ultima entrada no meu blog, reparei que este não está muito internético. A Malta da internet gosta de vídeos e fotos, e não de muita conversa, o que dá uma trabalheira a ler. Tendo este facto em conta, comecei uma busca de fotos e vídeos onde atividades gaiteiras tenham sido registradas. Para pena minha, não é vasto o conjunto que possuo, mas encontrei um vídeo recente, o qual penso que é de extrema importância partilhar.
Pois bem, a história que vou contar passou-se não há muito tempo, numa localidade chamada Palheira perto de Coimbra. Neste dia, quem estava a atuar era: eu na gaita, o José Pinheiro na caixa e o José Taborda no bombo.
O dia começou de forma pouco ortodoxa. Quando chegámos para tocar, fomos surpreendidos pelo pedido de não o fazer. Ao que parece, o pároco da freguesia tinha falecido, pelo que a festa ficou, como se diz no mundo gaiteiral, em águas de bacalhau. Passamos então a nossa manhã a trabalhar na nobre tarefa de vazar barris de cerveja. Tudo com a finalidade de testar a qualidade do produto para que não houvesse a infelicidade de alguém contrair uma má disposição, agravando dessa forma o dia.
Embora a festa tenha sido feita de forma mais contida, isto não implica que os graus de alcoolemia tenham tido a mesma proporção. Ainda não tínhamos almoçado e já o ambiente se encontrava bastante animado. Penso que o vídeo que se segue demonstra o que estou a descrever.
Tiveram o prazer de assistir à magnifica atuação do "testeiro" José Taborda, com acompanhamento de bombo feito pelo técnico de som contratado para a festa. Este concerto estava a ser transmitido em direto para toda a aldeia pelo sistema de som que o artista instalou.
Encontrei ainda esta foto, tirada também neste dia, com a qual demonstro o objectivo principal da contratação do grupo de gaiteiros. A população, ao ouvir o toque da gaita, automaticamente percebe que lhe está a ser pedida uma contribuição monetária para que seja possível à comissão de festas fazer a celebração em honra do santo em questão. A forma como este dinheiro é guardado, ou transportado, difere de localidade para localidade e de tradição para tradição. Ao contrário da tradicional saca do pão feita de pano, no local em questão, é dada a oportunidade à população de ver como está a correr o peditório.
Ainda há gente honesta... Acho eu.

Muito bom! Gostei.
ResponderEliminar