Um dia quente de verão algures no meio da Serra da Rocha é o palco que acolhe este episódio. É de salientar que no mesmo local um ano depois toquei pela primeira vez com a rapaziada amiga Daniel, grande gaiteiro e João Pratas, grande gaiteiro, caicheiro, luthier e muito mais. Aqui lhes deixo um grande abraço. Mas vamos ao que interessa.
Qualquer festa que se preze possui uma quermesse. Esta consiste numa barraca feita à base de madeira, que embora pareça instável sobrevive sempre de ano para ano, o que prova a habilidade para a construção inata em qualquer festeiro. Munida de um toldo de plástico, torna-se o local onde são sorteados os mais fantásticos prémios, oferecidos pelos habitantes da aldeia. São estes que vão também tentar a sua sorte, o que prova a sua dupla generosidade. É bastante comum a existência de uma Dona Aurora que leva para casa a abóbora que ofereceu à quermesse porque lhe saiu o número 227 no papelinho amarelo da rifa. Papel este que desafia a habilidade e capacidade de quem o comprou na actividade de o desembrulhar. Não estou a brincar, as senhoras que embrulham os papeis das rifas levam o seu trabalho muito a sério, devia haver um estudo sobre isto... Bem, com a evolução dos tempos seria de esperar uma actualização na forma de angariação de verbas para a festa. Foi o que se verificou na Carapinheira da Serra.
As actividades festivas estavam a decorrer dentro da normalidade, quando naturalmente um dos festeiros inicia uma espécie de ritual que me era desconhecido.
Sim, a história vai ser terminada para a próxima. Eu disse que não tinha muito tempo...
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